segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Meme!

1-Por que resolveu criar um blog?

Pra treinar redação pro vestibular. Obviamente, se eu escrever no vestibular como eu escrevo no blog eu tomo um zero bonito, mas, como dizem, o que vale é a intenção.


2-O que dá a você mais prazer em blogear?

Expor as minhas idéias [malucas] e perceber que há pessoas interessadas em lê-las.


3-Indique um blog de que você gosta e outro de que você não gosta.

Um só? Vocês estão de sacanagem. Vou indicar três que eu leio sempre que tenho um tempinho: Super Nada Mesmo, do Breno; O Andarilho de TL, do Juliano e o Muito, Muito Coquete da Mary West. Os que não gosto sequer recordo os nomes. o.O


4-Qual o seu tipo de música e banda favoritas?

Rock. Mas qualquer música que tenha uma letra que me faça pensar e refletir eu ouço. Quanto a banda, é The Offspring na cabeça! Músicas críticas, engraçadas, irônicas... O melhor dos melhores.


5-Qual o assunto que você mais gosta de postar?

Os leitores do blog não demorariam 2 segundos pra responder essa. A falta de tempo é o assunto mais recorrente por aqui. Mas eu gosto de postar algo que faça as pessoas refletirem, repensarem sobre suas atitudes. Um dos meus objetivos é desconstruir opiniões. E oferecer subsídios para que as pessoas as reconstruam após pensarem melhor sobre determinado assunto.


6-Se aqui nevasse, você usava esqui?

Ahn... Se aqui nevasse, seria difícil me tirar da cama.


7-Você é casado, chutado, desquitado, enrolado, separado, solteiro ou outros?

Serei casado. Atualmente, namoro com minha futura esposa. [Sim, eu sou decidido. Ou apaixonado. Dê o nome que preferir.]

8-Por que você deu ao seu blog o nome que ele tem?

Bom, um blog criado por mim seria algo sem noção. Aí me veio na mente: nada com nada. Mas eu queria indicar que seria muitopracarambamesmo sem noção. Então troquei o "com" pelo "sem". [Para uma explicação mais detalhada clique aqui.]


9-Qual foi o último blog que você visitou?

Estou visitando, pra ser mais exato. Muito, muito coquete, da Mary West.


10-Por que resolveu participar desse Meme?

Porque eu gosto do Super Nada, Mesmo e foi o Breno, o dono de lá, que me enviou o Meme.


11-E quem são os pobres coitados sofredores que vão ser convidados a continuar?

O Juliano, do Andarilho de TL pra continuar com o Meme.

PS: Mal aí pela enooooooorme demora Breno! Mas finalmente tá aí! E como diz o ditado, antes tarde... do que mais tarde! =D

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O benefício da falta de tempo

Leia esse post ouvindo: Tempo Perdido - Legião Urbana


Quem acompanha o blog já percebeu que o autor adora reclamar da falta de tempo. Mas, depois de muito pensar e refletir, cheguei a conclusão de que essa falta pode não ser tão ruim como eu venho pregando. Até ter tempo insuficiente pra se fazer o que quer pode ser algo bom.


Ih, o garoto bateu a cabeça... Lá vem mais uma teoria maluca...


Quais seriam os efeitos colaterais positivos dessa minha vida corrida? Por enquanto, eu só sei um. Quando você não dispõe de muito tempo para fazer aquilo que gosta, passa a aproveitar mais intensamente cada momento da vida.


Por exemplo, uma simples conversa com os pais. Até ano passado, conversar com meus pais era algo enfadonho. Eu sempre pedia algo e eles sempre davam dura por algo que fiz. [Ou deixei de fazer...] Agora a situação é diferente. Peço menos, agradeço mais. Eles parecem me compreender um pouco mais. As discussões são cada vez mais raras. Tempos atrás, conversar com eles era sofrido. Hoje é uma necessidade.


Brincar com os primos mais novos. Eu nunca tive muita paciência com eles. O que é um absurdo, pois quando era menor eu era um pentelho. E, o que é tristemente cômico, hoje eu sinto saudade de quando passava as tardes brincando de carrinho e jogando bola com eles. Eu ficava cansado, mas ver o sorriso no rosto de um garoto de 3 anos era a melhor coisa do mundo. Não tem cansaço que supere a sensação de ter feito alguém que você gosta feliz.


Ler. Eu leio muito - revistas, blogs, o material didático... Mas onde estão os livros? O último que li foi "Um Estranho no Espelho" há mais de dois meses. Prender-me a uma história que me permita sair desse meu "mundinho vestibulandístico" e viajar para mundos distantes, sem sair do sofá. Justo agora que as viagens ficaram mais atraentes, estão tão distantes. [Presumo que a ausência delas é que tenha feito com que ficassem tão atraentes...]


As poucas horas semanais passadas com a namorada. O tempo com ela é cronometrado, então é preciso aproveitar cada segundo ao seu lado. Nesse curto intervalo, tento fazê-la feliz assim como ela me faz. Uma tarefa difícil, já que essa garota faz com que eu me sinta o cara mais feliz do mundo. Mas eu não meço esforços para que ela também se sinta assim - e creio que seja por isso que nos damos tão bem.


Observando melhor, esta falta de tempo realmente pode trazer benefícios. Dizer isso é algo incrível. Mais incrível ainda é perceber que estou sendo sincero ao dizê-lo. Esta é uma prova cabal de que tudo que acontece em nossa vida [Tudo mesmo, sem exceções] tem um lado bom. Cabe a nós analisarmos os acontecimentos na perspectiva "correta".


Alegre-se! Tudo tem um lado bom! Inclusive esse post. Então, comente-o!

sábado, 5 de julho de 2008

Miséria, risos e revolta

[Leia esse post ouvindo: Retrato de um Playboy - Gabriel, O Pensador]


Aula de geografia. Para diversificar o professor passa um documentário sobre globalização. No filme, é mostrado o lado mais cruel e perverso desse fenômeno: a desigualdade social gritante, as pessoas passando fome na África, Ásia e América Latina, as muralhas construídas para impedir a entrada de imigrantes...


Num certo momento do filme aparece uma entrevista com um homem sem teto. A fala dele: "Diz que a gente vale o que tem na bolso. Agora eu posso falar que não valho nada, porque não tenho nem um centavo."


Pausa.


Imaginem qual foi a reação de meus inteligentes e socialmente responsáveis coleguinhas de classe? Os FILHOS DA PUTA começaram a rir. Eu devo ser um completo idiota mesmo. Fui um dos únicos que não entendeu a "piada". Uma pessoa alega que não tem nada, nem o suficiente para a sobrevivência e os camaradas riem. Mais triste do que não ter nada, é a pessoa se sentir um nada. Perceber que a vida humana, algo de valor inestimável, foi tida como algo inútil foi um "chute no saco" pra mim. [Para meus colegas essa constatação pareceu divertida...]


Ao ouvir a declaração do homem fui tomado por uma sensação de impotência. Assim como ele, milhões de pessoas não tem nada. Uma casa para morar, uma cama para descansar, algo para comer. É óbvio que eu posso fazer algo por essas pessoas. Mas o que eu realmente faço? Sempre reclamando da falta de tempo, sempre fechado no meu mundinho reclamando de tudo e todos, incapaz de olhar para o lado e reconhecer que tem um ser humano ali, precisando da minha ajuda.


Num segundo momento, fui tomado por uma raiva incontrolável. [Raiva que continuo sentindo enquanto escrevo este post.] A pessoa naquela situação miserável e os filhinhos de papai, que nunca sentiram [e provavelmente nunca sentirão] um drama parecido, rindo da situação. A minha vontade foi de bater em cada um. De ter o poder de colocá-los apenas por um dia, na mesma situação daquele cidadão para ver quantas risadas eles dariam se não tivessem o que comer nem onde dormir.


Ver a situação deplorável de diversos seres humanos apresentados no documentário, foi algo muito triste. Pior ainda foi perceber que, ao ver a terrível situação em que se encontravam essas pessoas, a única coisa que meus colegas fizeram foi rir.


Sem comentários [meus]. Você pode comentar, aproveite!

domingo, 22 de junho de 2008

O conto do garoto sem tempo

Era uma vez, num lugar não muito distante, numa época não tão longínqua assim, um garoto muito atarefado. Vivia ocupado com seus afazeres e, nos raros segundos de folga, adorava reclamar da sua falta de tempo. Era o seu hobby predileto contar aos outros como sua vida era corrida e a sua rotina milimetricamente controlada. Mas a vida desse garoto estava prestes a mudar...

Certa vez, ele conheceu um garoto chamado Juliano. Assim como nosso personagem, ele era uma pessoa cheia de sonhos, expectativas e objetivos - e também sofria com o número excessivo de tarefas. Mas, para o espanto de ST [o personagem central da história vai ser chamado assim daqui pra frente], Juliano realizava ainda mais atividades: trabalhava, estudava, fazia teatro, tocava numa banda... Enfim, parecia um mago do tempo. [Ou, simplesmente, sabia administrá-lo.]

Tempos depois, ST alugava os ouvidos de Júlio, um velho amigo, com seu velho discurso de excesso de ocupações. Durante a conversa Júlio lembrou-lhe de um ponto fundamental: cada um ESCOLHE o que faz com sua vida. Se a vida de ST era atribulada e as horas de folga eram raras, era devido as escolhas que ele havia feito.

O grande problema da escassez de tempo na vida de ST parecia ser uma farsa. Ele conhecia gente que, com o mesmo tempo disponível fazia muito mais coisas. Além disso, tinha acabado de reconhecer que ele era o principal culpado desse excesso de obrigações.

TRIIIIIM! [Barulho que o autor, vulgo eu, julga ser parecido com o de um despertador.]

ST acordou. O pesadelo da falta de tempo tinha chegado ao fim. Como ele poderia fazer isso? Desistir de tudo? Diminuir suas tarefas? Mudar se para um planeta onde o dia possui 48 horas?

A última opção parece tentadora, porém ele preferiu optar por uma saída mais simples. Parar de reclamar. Se todo tempo gasto reclamando fosse utilizado fazendo algo útil [como dormir, descansar, pensar na vida ou planejar o dia], a voda de ST seria muito mais tranquila e "O conto do garoto sem tempo" seria renomeado para "O conto do garoto que fazia coisas demais e ainda tinha tempo sobrando".

Prometo solenemente não reclamar mais da falta de tempo. [Eu sei que vocês não aguentam mais isso. Nem eu.]Você não precisa prometer nada, só comentar!

sábado, 14 de junho de 2008

Saudades

[A paisagem parece um árido deserto. Gobi, Saara, Atacama. Nomeie como quiser. O fato é que há muitos e muitos anos atrás, este era um blog no qual post eram postados. Agora, ele se parece mais com esses lugares anteriormente citados.]

Hoje é um sábado nostálgico. A vida já não é mais como era antigamente. Tenho saudades do tempo em que gastava toda uma tarde pra passar aquela campanha foda do Age of Empires ou concluir aquela longa e chata quest do Diablo. Tempos em que eu passava horas pensando na vida na falta de algo melhor pra fazer.

Saudade daquela época longínqua, da qual mal me recordo, de quando sentávamos os primos e passávamos horas jogando Banco Imobiliário - sem nunca conseguir terminar uma partida, é óbvio. Tempos em que era possível jogar futebol na fazenda do vô das 3 da tarde às 8 da noite - o preparo físico ainda permitia. Se fizesse sol, estávamos lá. Se fizesse chuva... Melhor ainda! Além de jogar, ainda ríamos dos azarados que acabavam escorregando na lama.

Saudade da época que virávamos a noite jogando mau mau ou truco. Os gritos, as estratégias... Tudo era tão bom! Hoje, eu nem sequer sei o que é mau-mau. As partidas de truco estão restritas às viagens com a escola ou algumas poucas partidas depois da aula. A cada dia que passa, o baralho vai ficando mais longe...

Saudade daquele tempo em que era possível dormir, entrar na internet e ainda tirar notas boas na escola. Pode parecer missão impossível, mas uma vez isso já foi possível. Hoje, durmo menos, quase não entro na internet e as notas vão só caindo. Como isso pode acontecer? Pergunte ao Google, não à mim.

Saudade do tempo em que o blog não parecia um deserto. Da época em que eu repetia menos as palavras no mesmo post. De quando eu até revisava o que ia postar... Enfim, de quando eu postava.

Saudade do tempo em que eu era um cubo de gelo...

Vivendo o passado, estudando no presente e pensando no futuro.

OBS: Breno, desculpe por não ter feito o "meme" ainda. Tô sem tempo e meu pc estragou. Assim que der, eu faço! Foi mal!
OBS 2: Quem ainda visita o NSN, desculpe pela ausência de atualizações. Nesse tempo sem postar foram cerca de 20 provas feitas e por 2 vezes o pc estragou. Assim que der volto a postar com a mesma frequência de antes!

Desculpas nostálgicas do blogueiro sem tempo!