quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Errando e Aprendendo

Leia esse post ouvindo: Múmias - Renato Russo e Bíquini Cavadão


Hoje aconteceu algo ruim na minha vida. Eu podia chorar, reclamar, dizer como o mundo é injusto, mas eu duvido que isso mudaria alguma coisa. O fato desagrádavel já havia ocorrido. Chorar ou reclamar não eram atitudes que me fariam voltar no tempo, nem me ajudariam a lidar com o acontecido. O fato em si não tem a menor importância: o que realmente importa é a maneira como lidamos com as frustrações e dificuldades em nossa vida.


Há alguns dias atrás, um de meus professores deu uma notícia triste. Naquele dia, um de seus grandes amigos havia morrido. Ficara sabendo às quatro da manhã. O amigo contraíra o vírus da AIDS e morrera devido às complicações da doença. O motivo dele nos contar aquela história era muito mais do que simplesmente desabafar. Ele buscava nos mostrar a importância de usar camisinha. Não queria que nós cometêssemos o mesmo erro de seu amigo.


O interessante é a forma como o educador lidou com a morte de alguém tão querido. Ele poderia ter ficado em casa se lamentando, perguntando como Deus pode levar uma pessoa tão boa. Era visível que aquela morte fizera com que o professor sofresse. Mas ele foi forte. Ao invés de reclamar, transformou o acontecimento em uma lição.


Quando algo nos desagrada temos a mania de ficar procurando culpados. Essa é uma forma de nos sentirmos mais aliviados. É cômodo pensar que algo em nossa vida deu errado por causa de alguma coisa que outra pessoa fez. Nos esquecemos de que mais importante do que identificar as causas, é aprender com os erros.


Aprendizado. Essa é a palavra chave. Muitas vezes estamos tão envoltos em nuvens de reclamações e sofrimentos que mal conseguimos notar o que determinada experiência poderia nos ensinar.


Desde pequeno você ouve que errar é humano. Tá na hora de cair na real e perceber que aprender com erros também é.


Errou? Então vê se aprende, cabeção! Leu? Então não deixe de comentar, querido leitor! ;D

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

I came back!

Leia esse post ouvindo: Hammerhead - The Offspring

[Não que a música tenha a ver com o post, mas ela é muito boa e realmente vale a pena escutar!]


É um macarrão gigante tentando dominar o mundo? É o Superman usando a cueca embaixo da calça? Não! É algo ainda mais estranho! O Leo postando no NSN!


Depois de muitos e muitos anos sem passar por aqui e de um dos mais ridículos inícios de post que eu já fiz, cá estou eu. Por parível que incresça, postar no blog faz uma falta tremenda! O site é um modo de extravasar o que me incomoda ou de compartilhar com as pessoas [que muitas vezes eu sequer conheço] meus surtos felizes e até mesmo minhas divagações úteis. [Essas são raríssimas, eu reconheço.]


O culpado de tanto tempo sem passar por aqui é aquele monstro mitológico de sete cabeças devorador de jovens indefesos: o vestibular. O culpado pelo fato de eu estar fazendo tantas piadinhas e nenhuma delas ter a menor graça são dois: o Tico e o Teco, meus dois últimos neurônios. Sobrevivendo como sempre; preguiçosos como nunca.


O setembro foi uma espécie de mês perdido. O vestibular parecia "distante" e o ENEM já era. Na escola, ficamos umas 3 semanas sem provas. Resultado: pouco estudo e muita enrolação. Maaaas o setembro acabou. E com ele, a enrolação. O vestibular bate na porta, o ENEM e a escola que se fodam. Agora é a hora de enfiar a cara no livro, estudar 30 horas por dia, 10 dias por semana. Nas horas que sobrarem eu tento postar no blog e, administrando bem, talvez sobre até tempo pra dormir.


Pensar que daqui a alguns meses eu posso estar numa cidade desconhecida, estudando com pessoas completamente estranhas, numa universidade imensa [O que é particularmente aterrador, afinal meu senso de direção é pior que o de um cachorro cego depois de tomar 20 grades de cerveja] me assusta um pouco. O tal vestibular tem essa vantagem: você se preocupa tanto com a prova, que as dificuldades que você vai enfrentar depois parecem minúsculas quando comparadas a ele.


Pelo menos a tão temida escolha do curso já foi feita. Uma dúvida a menos. Falando assim parece até pouca coisa, mas depois de finalmente decidir parece que eu tirei o peso de 15 baleias, 7 elefantes, 3 hipopótamos e um tamanduá das minhas costas. [Não, eu não tenho a menor idéia do que o coitado do tamanduá tem a ver com a história.]


Mas esse é um tema para um próximo post. Postado por esse mesmo cara, nesse mesmo blog, não necessariamente nessa mesma hora.


Paranóia, surto, loucura. E comentários, eu espero. xD

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

As melhores coisas da vida

São onze da noite. Eu poderia estar dormindo ou [já que tô acordado mesmo] estudando para o vestibular. Mas, ao invés disso, estou aqui... Curtindo a vida.

Isso mesmo meu caro leitor. Blogar é uma ótima forma de aproveitar a vida. Até porque a atividade bloguística nos permite ir muito além de simplesmente aproveitar: através dela podemos refletir sobre nossos atos, reavaliar nossas opiniões e repensar nossas posturas. Blogar é realmente bom [até porque, se não fosse, eu não estaria escrevendo um post às onze da noite de plena quinta feira caindo de sono na frente do pc], mas...

Existem coisas melhores. Aquela pelada ou partida de volêi ao lado dos amigos, primos, tios e pais. [Pais também, oras! Minha mãe joga volêi bem pra caramba! Aprendeu com o filho... o.O] Momentos de alegria, descontração e união. Todo mundo ali junto, vibrando a cada gol feito, cada ponto marcado... [E até brigando de vez quando... Mas relevem essa parte. Esse é um post feliz!]

Nessa lista eu não poderia deixar de incluir [mesmo sabendo que muita gente vai querer me bater por causa disso] o estudo. Não amigo, você não leu errado. Estudar é ótimo. Aprender coisas novas é sempre bom. [Mesmo quando não se sabe exatamente o porquê de aprender aquilo...] Toda vez que eu resolvo um exercício de física mais elaborado, eu me sinto feliz. Por mais que eu tenha demorado para resolvê-lo, eu percebo que meu tempo foi empregado em algo útil. Estudar também é sinônimo de aproveitar a vida.

Escutar músicas. Principalmente quando o que você ouve realmente pode ser chamado de música. [Créu's, Danças do Quadrado e adjacências não entram] Elas te permitem cantar, dançar [ou simplesmente mexer o esqueleto, no caso dos menos habilidosos] e, inclusive, criticar e protestar contra alguma postura da sociedade.

Bons livros. Leitura é algo extremamente prazeroso. [Desde que não sejam livros de auto-ajuda. Afinal, se é AUTO-ajuda por que precisamos de um livro?] Ter em suas mãos a possibilidade de viajar para mundos distantes, conhecer os mais variados personagens e viver aventuras inimagináveis é algo "fascinantemente" fantástico.

Uma boa conversa com os amigos e com a família. Estar ao lado de pessoas que você gosta e que gostam de você, contando piadas, dizendo besteiras, contando aqueles "causos" que ninguém acredita [e que você sabe que não acreditam, mas nem por isso deixa de contá-los]...

E, por último mas não menos importante, namorar. É bom demais ter alguém pra compartilhar as alegrias e as conquistas. Alguém que te compreenda e te aceite do jeito que você é.

Esse é o Leo Way of Life. Essas são as melhores coisas do mundo. Coisas que talvez nem sejam necessárias a nossa vida, mas que, sem elas, essa vidinha que levamos não teria a menor graça.

Aproveite a vida! E comente!

domingo, 10 de agosto de 2008

Diferenças: Oportunidade de Crescimento e Aprendizado

Leia esse post ouvindo: Ninguém = Ninguém - Engenheiros do Hawaii

Seis bilhões de pessoas. Seis bilhões de mentes com propósitos, opiniões e valores diferentes. Como conviver com toda essa diferença sem que ela cause conflitos?

Respeito é fundamental. Por mais que uma pessoa discorde de outra, ela nunca deve tentar impôr a opinião dela. Questionar, argumentar e debater são fatores primordiais para que o outro entenda sua proposta. Mais até do que entender - ele pode analisá-la e complementá-la, construindo assim uma visão mais concisa e bem-estruturada sobre determinado tópico.

Um grande problema do ser humano é a relação estabelecida com a diferença. Ele busca eliminá-la ao invés de valorizá-la. Há exemplos históricos deste fato. Quando os colonizadores europeus chegaream a América não se dispuseram a aprender o que os povos pré-colombianos poderiam ensinar. Simplesmente roubaram o que eles consideravam valioso e destruíram o bem mais precioso daqueles povos: o patrimônio cultural.

A idéia de valorizar as diferenças as diferenças pode soar absurda, mas não é. É através delas que cada ser humano constrói a sua identidade. São elas que tornam cada pessoa especial e única. [É ótimo saber que existem seis bilhões de pessoas no mundo é que nenhuma delas é igual à você.]

Dessa forma, é preciso mudar a forma de pensar do ser humano. Acabar com a idéia de que as diferenças só trazem problemas e entender que a humanidade deve aprender com elas e não destruí-las. Deve-se enxergá-las como uma oportunidade de crescimento e aprendizado, pois é isto que as diferenças realmente representam.

OBS: Redação escrita com a proposta do ENEM do ano passado. Feita pra escola, por isso que a linguagem tá menos bloguística. Mas eu achei que ficou boazinha e resolvi postar.

Então, respeite as diferenças! E comente no NSN!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Todo nacionalismo é burro

Leia este post ouvindo: Imagine - John Lennon


Eu sou brasileiro. Uma frase inocente, que, aparentemente, carrega apenas uma informação. Mas, a partir dessa simples oração, o ouvinte já infere um bocado de coisas: a pessoa é alegre, hospitaleira, gosta de samba, futebol, carnaval... E por aí vai.


Eu sou um brasileiro? Não gosto de carnaval, prefiro rock à samba, vôlei a futebol e minha alegria é tão contagiante que já fui apelidado de "cubo de gelo". Parece até que nasci no lugar errado. Não existe nenhum sentimento que me prenda a este lugar. E, acredite, isto é algo de que me orgulho: eu não me sinto brasileiro.


Não tenho nada contra o Brasil: o país enfrenta problemas e possui riquezas como qualquer outro no mundo. O que não posso aceitar é o sentimento nacionalista cultuado por muitos. O nacionalismo é algo que não agrega nenhum valor às pessoas e só traz problemas.


Primeiramente, ele é utilizado para mascarar os aspectos negativos do país. Exalta-se as qualidades da nação, enquanto as dificuldades são renegadas ao segundo plano. O povo fica com a falsa sensação de que o país progride, enquanto os reais e antigos problemas continuam sem solução.


Como se não bastasse, esse sentimento também estimula ódios inúteis. Quantos brasileiros não gostam de argentinos pelo simples fato deles terem nascido na Argentina? Pessoas que nunca foram aquele país, não sabem nada sobre sua história, sequer tiveram a oportunidade de ver um argentino na vida. Os EUA são outro exemplo. Os intelectualóides adoram criticar a postura imperialista estadunidense, mas se esquecem que por diversas vezes o próprio Brasil, a pátria amada, assume postura semelhante.


Por fim, numa versão extrema, o nacionalismo se torna uma arma. O pan-germanismo e o pan-eslavismo foram políticas nacionalistas que figuraram entre as causas da Primeira Grande Guerra. Hitler utilizou sabiamente esse instrumento para mobilizar o povo alemão e convencê-lo a lutar na Segunda Guerra Mundial. Durante a história não faltam exemplos de conflitos gerados devido à esse "nobre" sentimento.


Se você tem orgulho de ser brasileiro, meus sinceros pêsames. Eu prefiro ser um cidadão do mundo e me nego a sentir algo que já causou, e ainda causa, tanto mal à humanidade.


"Imagine there's no countries..."


Brasileiros, argentinos, estadunidenses... A nacionalidade não importa. O comentário sim! =D