sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Por um mundo mais racional - Uma explicação



Leia este post ouvindo: Astronauta - Gabriel, O Pensador

Uns querem um mundo mais justo. Outros querem "simplesmente" um mundo melhor. Aí, você entra no NSN e a primeira coisa que vê é o lema "Por um mundo mais racional." Mas, qual é a vantagem de um mundo mais racional? Por que não um mundo mais justo, um mundo melhor?

Vamos primeiro atacar essa ideia vaga e normalmente desprovida de sentido dum "mundo melhor". É muito fácil desejar, o difícil é tomar ações efetivas que realmente façam dele um lugar melhor. Além disso, essa expressão deixa uma dúvida: o que faremos para trazer melhorias para a nossa Terra? Genocídios já aconteceram sob a premissa de que uma limpeza étnica poderia trazer benefícios para o planeta.

Um mundo mais justo é outro desejo fortemente defendido. E eu admito que compartilho desse desejo. Mas novamente chegamos num impasse: como tornar o nosso mundo mais justo? Vamos matar todos os advogados para que eles parem de defender criminosos ou matar todos os promotores para que eles parem de acusar inocentes? O problema do "mundo justo" é em parte semelhante ao do "mundo melhor": as pessoas definem o que querem, mas não sabem como chegar à esse objetivo.

Então chegamos a minha proposta: mais racional. O que nós, eu e você, ganhamos com isso? Primeiramente, pessoas mais pacientes e compreensivas. Chega de ficar puto no trabalho e descontar no filho. Ou o contrário: ficar puto com o filho e descontar no estagiário da empresa. Será que não temos maturidade o suficiente para entender que arranjar bodes expiatórios, além de não acabar com nosso stress, ainda estressa os outros?

Encarar a vida com uma postura mais racional faz com que aceitemos as opiniões alheias mais facilmente, além de evitar posturas fanáticas. Você percebe que nenhuma banda, nenhum partido político, nenhuma religião, nada é perfeito. Nem mesmo você. E, a partir do momento que detecta as suas falhas e limitações, pode trabalhar para anulá-las ou, ao menos, diminuí-las.

Reflexão. Compreensão. Paciência. Esses são atributos fundamentais na construção de um mundo mais racional. Um lugar onde as pessoas pensam antes de agir e de falar. Onde a lógica impera sobre o instinto. Um planeta no qual os habitantes realmente buscam um mundo melhor - e sabem exatamente como fazê-lo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A melhor pior notícia de todos os tempos


Leia este post ouvindo: Eu também vou reclamar - Raul Seixas

The end. The beginning. Chame da maneira que preferir. Hoje saiu o resultado do último vestibular, finalmente a Universidade Federal de Viçosa divulgou sua lista de aprovados. Entre eles, eu. Enfim, meu passaporte para o lugar que tanto queria ir está carimbado. Agora não há nenhum monstro mitológico que se interpõe entre mim e o paraíso: eu tô lá e de lá ninguém me tira.

Nada como você saber que passou. Mas nada é tão simples. Se por um lado, eu tô nas alturas por finalmente ter acabado esse pesadelo e finalmente ter conseguido minha tão sonhada vaga, por outro o triste é saber que eu não atingi o objetivo que eu havia proposto. Bom, eu queria passar numa determinada posição, mas não alcancei-a.

Mas você passou, meu filho! Você não para de reclamar nem numa situação assim?

Parece chatice, mas não é. É tão bom quando você atinge um objetivo, um desafio que você se propôs. Você luta, gasta seu tempo, se dedica aquilo, mas, no fim das contas, vê que todo aquele sacrifício valeu a pena. Hoje, me sinto dividido. O objetivo não foi concluído em sua totalidade. Há motivo para comemorar, mas também há motivos para olhar para trás e refletir. E creio que dessa maneira seja até melhor.

A felicidade em excesso pode acabar entorpecendo. Te deixa com aquela sensação de invulnerabilidade. Nesse momento, a minha felicidade é controlada. Eu sei que venci um obstáculo, mas que agora devo enfrentar um desafio ainda maior. Ter essa consciência é de vital importância para preparar-se para o que vem por aí.

No fim, pode ser que tenha sido até bom eu não atingir o que almejava. Agora, posso rever com calma meus erros e tomar o devido cuidado para não cometê-los novamente. Que venha o tão sonhado curso superior. I'm ready.

PS1: Eu passei, moçada! Agora, é um universitário que vos escreve. Desculpem esse post meio estranho e confuso, mas eu tinha que comentar isso. Até mais!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Reflexões Rápidas

Leia este post ouvindo: Perguntas Sem Respostas - Capital Inicial

1. Se uma imagem vale 1000 palavras, por que eu fico escrevendo essas bobagens ao invés de postar uma foto?

2. Se os homens são todos iguais, por que as mulheres não ficam com qualquer um?

3. Já me disseram muitas vezes, "A voz do povo é a voz de Deus". Será que Deus é mudo?
[Essa foi retirada da música "Helicópteros no céu".]
4. Se os EUA são a superpotência mundial, por que tudo que eu compro tem os dizeres “Made in China”?

5. Se eu quero postar uma lista com perguntas idiotas, por que não copiei alguma da internet ao invés de ficar pensando nesta aqui?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

E lá vem o Leo com aquela história de novo...


Leia este post ouvindo: Não pare na pista - Raul Seixas

Tudo acontecendo da forma como era esperado. Na mais perfeita paz, a vida seguia seu rumo. Eu tava até feliz, fazia tempo que as coisas não davam tão certo pra mim. Mas aí, como sempre vem uma notícia ruim e... PLOFT! O desânimo volta. Então, eu tento arrumar uma maneira de extravasar e decido escrever. Aí vem aquele post falando das coisas ruins que acontecem na nossa vida e que o segredo está na maneira como você enfrenta aquele fato. Segredo, aliás, que não é mais segredo nenhum: eu já repeti isso algumas vezes por aqui.

Nesse momento você relê o título do post, relê o primeiro parágrafo e pensa que eu vou vir com a mesma história again. Pois é. Você pensa de uma maneira extremamente sensata, caro leitor. Virei com ela neste post e em alguns outros seguintes também. O motivo disso tudo é provar que estou certo. Mas como fazer com que você, sagaz e inteligente leitor, concorde comigo?

Muito simples. Mostrarei como colocar em prática essa ideia. Exemplifiquemos. Preguiça. Desde pequeno você ouve que a preguiça é ruim, que você não deve ser preguiçoso... Mas e se eu dissesse que ser preguiçoso tem lá suas vantagens? Para provar, baseio-me nessa teoria de que tudo pode ser bom para sua vida, desde que você saiba a maneira correta de fazê-lo.

Essa sequência de posts será intitulada “Ao avesso”. As idéias podem parecer meio loucas e difíceis de engolir, mas... Qual seria a graça do blog se eu ficasse postando apenas o que o senso comum diz?

Interessante. Louco. E comentado. É o que espero desse “novo empreendimento”.

PS1: Não me esqueci do “Mythdestroyer”. Eu ainda pretendo fazer essa série. Ela será mais complicada do que me pareceu a princípio. Mas não está fora planos!

PS2: O próximo post dessa série deverá ser sobre a preguiça. Se alguém tiver ideia de algo aparentemente indefensável é só falar que tentarei escrever sobre!

PS3: Ah, pra quem acompanhou todo o sofrimento do ano passado, uma notícia boa: passei na UFSJ! Os sacrifícios valeram a pena! =D

PS4: That’s all, folks!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Jogando e Amadurecendo

Leia este post ouvindo: Dammit, I Changed Again - The Offspring

[Não, isso não é uma resenha sobre o NFS aí do lado.]

17 anos. Eu tô ficando velho. Tudo bem, ainda tenho muito chão pela frente. Mas o fato é que muito chão já ficou para trás. Há momentos em que você olha para o passado e percebe como você mudou, como as coisas que aconteceram com você o fizeram amadurecer. O engraçado é que na última vez que eu me senti amadurecendo eu estava fazendo algo um tanto quanto infantil: jogando o Need For Speed V: Porsche Unleashed.

É estranho relatar como aconteceu. Desde pequeno adoro jogos de corrida. Já joguei TopGear no SuperNES, SuperMonaco GP no MegaDrive [Antigos esses não?], Mario Kart no Nintendo 64... A lista de games de corrida é extensa. O que importa é que, ontem ao jogar o NFS, eu estava diferente. O jeito de jogar não era mais o mesmo. O pescoço não acompanhava mais o movimento do carro como se pudesse manobrá-lo. Os dedos não apertavam o botão do acelerador com uma força desnecessária, como se ela fosse capaz de fazer o carro acelerar mais. O garotinho desatento que sempre batia na mesma curva, em todas as voltas, agora prestava atenção no traçado da pista e fazia até mais: conseguia manter-se nele.

Houve um amadurecimento no meu modo de jogar. Agora eu presto atenção nos detalhes, sou atento as minhas falhas, aceito novas opiniões que possam fazer com que eu corra melhor. Entendi que há outras maneiras, outras estratégias de se jogar, mas o fato delas serem diferentes das minhas não as torna nem melhores nem piores.

Apesar de ter sido um jogo o fator que desencadeou essa reflexão, devo dizer que o amadurecimento não se restringe ao modo de jogar. O relacionamento com as pessoas, a maneira de ver o mundo... Tudo mudou. [Inclusive o blog.] Neste ano de 2009, é esse Leo mais maduro que vocês verão por aqui. E isto não é uma promessa. É um fato.

E assim a vida segue. Eu amadurecendo, vocês comentando! ;D

PS1: Eu ia dormir mas, de repente, veio essa idéia. Aí, deu nisso aqui.

PS2: Bom, agora eu vou dormir mesmo. Isso é tudo pessoal!