segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Um ano: Comemorações e Promessas

Leia este post ouvindo: O tempo não para - Cazuza

[Um enorme bolo de chocolate ao centro. Nas paredes devidamente decoradas, veem-se os dizeres: "Um ano de NSN!", escritos nas mais variadas cores e formas. Um garoto, parecendo louco, comemora. Ele nao esperava ter paciência para administrar um blog. Mas, no fim das contas, ele tinha. E gostou. Agora, está aqui para comemorar.]

Um ano de NSN. Há um ano atrás, eu era um pré-vestibulando que não tinha nada pra fazer nas férias e resolvi gastar parte do meu tempo escrevendo. Desde aquele fatídico 5 janeiro de 2008, passaram-se 365 dias, 54 posts e muitas horas na frente do pc escrevendo, revisando e [principalmente] deletando posts. Para comemorar esta data temos um post falando sobre o blog e várias promessas para o seu segundo ano de vida. [Você não tava esperando uma festa com bolo, docinho e tudo mais pra comemorar, né?]

As mudanças no layout vieram e eu sinceramente não sei se foram para melhor. E continuarão sendo feitas [enquanto eu tiver tempo e paciência, ao menos]. O "cartão de visita" do blog mudou: agora está mais sério e [um pouco] mais bem feito do que os anteriores. Esta "evolução" deve-se em parte a evolução do próprio blog: neste ano esperem posts mais reflexivos. As divagações deverão tomar conta do NSN.

Por outro lado, as paranoias pré-vestibular foram extintas para todo o sempre. E eu ainda estou pensando num novo tipo de post para substituí-las. Meu plano é bolar uma série de posts sobre um assunto específico, que diferencie o NSN dos outros blogs que você vê por aí. A provável série de posts será intitulada "Mythdestroyer". A idéia é, a cada post, contar um pouco da vida de "gênios", dando ênfase no "lado mortal" de cada um. O post "Simples Humanos" é o responsável por essa idéia. Mas, ao contrário daquele texto, nessa série eu tentarei falar especificamente de cada um. É um projeto interessante, afinal eu vou ter que pesquisar bastante pra não falar besteira aqui.

Os surtos e os metaposts continuarão. Os primeiros sempre virão em acessos súbitos de felicidade e criatividade. Os segundos virão em épocas de criatividade zero e falta do que postar. Ambos deverão vir numa frequência superior à do ano passado: agora não há mais o vestibular para preocupar. Tudo bem, tudo bem. Sei que na Universidade eu não vou ter moleza, mas, pra alegria do povo e felicidade geral da nação, prometo achar sempre um tempinho para postar aqui.

"Por um mundo mais racional" é o novo lema do NSN. É essa a proposta do blog para 2009. Que neste ano, pensemos mais, sejamos mais pacientes e racionais e ao menos tentemos fazer deste mundo um lugar melhor.

E assim encerram-se as comemorações. Pra fechar com chave de ouro, só falta um comentário. Isso é tudo pessoal!

domingo, 4 de janeiro de 2009

A maldição da Sorte

Leia este post ouvindo: Sorte - Capital Inicial

"Eu sou o cara mais azarado do mundo!"

Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra. E quem já se sentiu caia na real: o azar, assim como a sorte, simplesmente não existe. O que realmente há são oportunidades e chances. E o que há ainda mais são pessoas que deixam essas oportunidades passarem por um motivo qualquer e depois começam a reclamar da própria "falta de sorte".

E aquela vez que eu precisava de tirar acima de 2 pra vencer no War e acabei tirando 1? Puro azar!

Eu chamo isso de acaso. A mudança de nome parece ser tola e não acarretar em nenhum efeito prático. Só que quando você presta atenção nas aulas, estuda pra caralho e, mesmo assim, afunda na prova, você também chama isso de azar. E é exatamente aí que os problemas começam.

Pra início de conversa, você classificou duas coisas diferentes como se fossem a mesma. Num primeiro momento o que estava em questão era um evento que não dependia de nenhum fator externo. Não há como você controlar o dado. O resultado era completamente independente de qualquer "força exterior". Nesse tipo de situação, pode-se até admitir que o único fator que
interfere é a "sorte". Ou o "acaso" como prefiro nomeá-lo.

Mas a segunda situação nada tem a ver com primeira. Há diversos fatores que podem ter afetado o seu aprendizado. A qualidade das aulas, o seu interesse na matéria e o quanto você se dedicou para aquele exame são alguns. O mais importante é que grande parte deles depende unicamente de você. Nesse evento o fracasso não pode ser explicado por mera falta de sorte ou por algum acaso. Houve uma causa, ainda que não identificada, que o levou a um resultado inesperado. Quando constatamos que essa causa é a sorte [ou a falta dela] deixamos de detectar a origem do problema.

É extremamente confortável e fácil pensar que aquele resultado ruim aconteceu por algo que estava além do nosso alcance. Mas os malefícios trazidos pela idéia da sorte, superam o conforto trazido por ela. Criar conceitos que nos deem essa tranquilidade é perigoso, pois nos impedem de encontrar nossas falhas e, consequentemente, de crescer.

Azarado é aquele que acredita na sorte. Sortudo é você que leu o post, não acredita mais nela e já tá indo comentar!

PS1: Acho que comecei o ano bem. Gostei do post, sério mesmo.

PS2: A citação do War tem um motivo. Espero que quando a pessoa ler este texto, ela saiba do que estou falando.

PS3: Amanhã o NSN completa um ano de vida! Mudanças virão. E um post idiota. Quem acessar este mesmo blog, neste mesmo endereço, a qualquer hora do dia, verá.

PS4: Isso é tudo pessoal!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Faça física e seja feliz!

Leia este post ouvindo: The End of the Line - The Offspring

[Sim, a proximidade com os vestibulares desespera qualquer um. Para relaxar um pouco, nada melhor do que escrever. E para felicidade de todos e o alívio geral da nação, digo ao povo que não haverá referências escatológicas neste post.]

Amanhã. 8 da manhã. O começo do fim. Podem ficar tranquilos, o mundo vai continuar aí, do mesmo jeito que está. O que vai ter seu fim iniciado naquele fatídico horário é o meu sofrimento: finalmente poderei destruir, decapitar, aniquilar o terrível monstro mitológico de dez cabeças que me aterroriza desde antes do ano começar: o vestibular.

Deixando meu hiperbólico início de lado, hoje eu queria falar sobre a minha escolha. As motivações, as incertezas, os medos que um futuro aluno do curso de física enfrentou ao fazer a sua [acertada] escolha.

Para aqueles que acompanham o blog há mais tempo, lembram [ou não] de que eu era um engenheiro eletricista [quase] convicto. O curso abria um grande leque de possibilidades, além de ser um campo que realmente me interessava. Mas ainda havia "os poréns". Eu sempre quis pesquisar e tinha sérias dúvidas se a engenharia me permitiria seguir por tal caminho. E além disso, a área da física pela qual me interesso não é abordada nos cursos de engenharia.

Mas... Eu, você e torcida do Corinthians sabemos que o mercado pra quem faz física é muito mais restrito do que para o aluno de engenharia. O engenheiro pode trabalhar em uma vasta área e, se o cara for bom e for do interesse dele, pode até dar aula de física. [Sacana!] Sem contar que o retorno financeiro pra quem faz engenharia é muito mais rápido também.

Nesse exato momento começou o combate interno. O Leo realista objetava que a engenharia abriria um campo muito mais vasto, dava um retorno financeiro muito maior e era perfeitamente possível que, no futuro, eu fizesse o curso de física. O Leo idealista contra-argumentava que a segunda sempre fora o que eu realmente queria, que a universidade para onde eu gostaria de ir tinha programas de pós-graduação na área e que se eu desistisse iria me arrepender o resto da vida.

Como eu sou um cara mais realista, o idealista venceu a batalha. [Psicologia reversa, saca?] E amanhã idealista fará a prova que garantirá meu ingresso Universidade Federal de Viçosa. Essa certeza toda não provém de nenhum idealismo, mas de três longos anos de preparação. Agora, que venha o dia da d, o dia da verdade, o começo do fim: estou mais do que preparado para ele.

Acabou. Esperem um Leo mais "postante", um NSN em constante mudança e nenhuma paranóia pré-vestibular! Enquanto isso eu espero comentários.

PS1: Feliz natal atrasado e ano novo adiantado para todos os leitores do NSN! Esse pode ter sido o último post do ano e com certeza foi a última PPV! Até mais!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A vida é uma grande merda!


Leia este post ouvindo: Todo mundo explica - Raul Seixas



[Se você espera um post emo, no qual um adolescente conta todas as suas dores e chora porque o mundo é realmente injusto, pare por aqui. O texto a seguir realmente destina-se a comprovar que a vida é uma enorme, grande, gigantíssima bosta, merda, um verdadeiro cocôzão.]

Pense na vida. Todo mundo já parou para pensar nela em pelo menos um segundo de sua singular existência. Nesse exato segundo, nós, simples mortais, questionamos o nosso existir. Queremos saber de onde viemos, para onde vamos, o que raios é e significa essa sucessão de fatos aos quais damos o nome de vida.

Ao invés de ficarmos procurando respostas altamente subjetivas que mais complicam do que explicam, partiremos diretamente para uma comparação idiota que todo mundo assimila de uma maneira bem mais rápida. [Além de rápida, é um pouco escatológica mas aposto que ninguém vai se importar muito com isso.]

Pense num monte de estrume. Gramas, quilos, toneladas, milhares de toneladas da mais pura bosta. Agora me responda: o que isso representa para você? Um monte de coisa inútil e nojenta que você sequer gostaria de ter pensado? Pode até ser. Mas essa montoeira de fezes também pode ser muito mais.

Matriz energética. Várias fazendas hoje são movidas a bosta de porco. Só a bosta de porco? Claro que não. De porco, de vaca, de galinha... Aquele monte de estrume que você julgou ser apenas uma nojeira descomunal agora está diminuindo custos de produção, gerando energia e evitando a construção de novas usinas. [Além de tudo, é ecologicamente correto!] Mágica? Óbvio que não. Tudo uma questão de ponto de vista.

E onde é que sua vida entra mesmo? Ela também é uma grande merda. Você pode olhá-la e não ver nada mais que um enorme amontoado de puro estrume. Ou pode simplesmente cair na real e perceber que é possível fazer coisas incríveis, [muito mais incríveis até do que gerar energia] com essa bosta que você tem nas mãos.

Post nojento, comparação idiota e comentários... Só vendo pra definir.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Livros [e seus erros] nada didáticos


Leia este post ouvindo: The Kids Aren’t Alright – The Offspring



A qualidade da educação brasileira é contestável. Professores mal pagos e mal preparados e escolas com péssima infra-estrutura são fatores que contribuem para o atual estado do ensino em nosso país. Neste post, porém, eu gostaria de colocar em xeque a qualidade dos livros didáticos. Estudo numa escola particular que usa apostilas de uma grande rede de ensino. Teoricamente, os livros teriam que ser impecáveis. Teoricamente.

Erros ortográficos são mais do que recorrentes. Recordo-me do livro de geografia da 8ª série: o nome de Nikita Krushev, ex-presidente da extinta União Soviética, vinha grafado de três maneiras diferentes! [Se eu estiver escrito errado, a culpa não é minha...] No mínimo, os autores erraram o nome do mesmo cara duas vezes.

Até então você pode contra-argumentar. O cara era soviético, o livro trazer o nome grafado de maneira incorreta é "normal". Sem contar que não vai mudar a vida de ninguém saber a maneira correta de escrever o nome de um cara desses. Concordo em grau, gênero e número. Mas os erros não param por aí.

Além de nomes de personalidades, [Krushev não foi o único], cidades e lugares [coisas como Atakama e Kallaari], há erros nas explicações. Há uma lista na qual os elementos químicos estão listados em ordem crescente de potenciais de redução. Porém, na legenda da tabela lê-se: "Elementos em ordem decrescente de potenciais de redução". No livro de física acontece o cúmulo: no meio da descrição das características de circuitos elétricos em série aparecem características de circuitos em paralelo! Para quem não assistiu a explicação do professor [seja por não ter ido à aula ou simplesmente não ter prestado atenção], estudar através do livro era uma grande armadilha.

Isso sem contar exercícios sem resposta, faltando informações e com o gabarito errado...

E nós ainda somos obrigados a ver aquele comercial com uma mulher dizendo que o nível da educação brasileira está melhorando... Este não é um fato do qual devemos nos orgulhar. Pelo contrário: devíamos nos envergonhar por reconhecer que a educação no país já conseguiu ser pior do que é hoje.

Errar é humano. Ensinar errado é sacanagem.