Leia este post ouvindo: Perguntas Sem Respostas - Capital Inicial[Essa foi retirada da música "Helicópteros no céu".]
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Leia este post ouvindo: Dammit, I Changed Again - The Offspring
[Não, isso não é uma resenha sobre o NFS aí do lado.]
17 anos. Eu tô ficando velho. Tudo bem, ainda tenho muito chão pela frente. Mas o fato é que muito chão já ficou para trás. Há momentos em que você olha para o passado e percebe como você mudou, como as coisas que aconteceram com você o fizeram amadurecer. O engraçado é que na última vez que eu me senti amadurecendo eu estava fazendo algo um tanto quanto infantil: jogando o Need For Speed V: Porsche Unleashed.
É estranho relatar como aconteceu. Desde pequeno adoro jogos de corrida. Já joguei TopGear no SuperNES, SuperMonaco GP no MegaDrive [Antigos esses não?], Mario Kart no Nintendo 64... A lista de games de corrida é extensa. O que importa é que, ontem ao jogar o NFS, eu estava diferente. O jeito de jogar não era mais o mesmo. O pescoço não acompanhava mais o movimento do carro como se pudesse manobrá-lo. Os dedos não apertavam o botão do acelerador com uma força desnecessária, como se ela fosse capaz de fazer o carro acelerar mais. O garotinho desatento que sempre batia na mesma curva, em todas as voltas, agora prestava atenção no traçado da pista e fazia até mais: conseguia manter-se nele.
Houve um amadurecimento no meu modo de jogar. Agora eu presto atenção nos detalhes, sou atento as minhas falhas, aceito novas opiniões que possam fazer com que eu corra melhor. Entendi que há outras maneiras, outras estratégias de se jogar, mas o fato delas serem diferentes das minhas não as torna nem melhores nem piores.
Apesar de ter sido um jogo o fator que desencadeou essa reflexão, devo dizer que o amadurecimento não se restringe ao modo de jogar. O relacionamento com as pessoas, a maneira de ver o mundo... Tudo mudou. [Inclusive o blog.] Neste ano de 2009, é esse Leo mais maduro que vocês verão por aqui. E isto não é uma promessa. É um fato.
E assim a vida segue. Eu amadurecendo, vocês comentando! ;D
PS1: Eu ia dormir mas, de repente, veio essa idéia. Aí, deu nisso aqui.
PS2: Bom, agora eu vou dormir mesmo. Isso é tudo pessoal!
Leia este post ouvindo: O tempo não para - Cazuza
Leia este post ouvindo: Sorte - Capital Inicial "Eu sou o cara mais azarado do mundo!"
Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra. E quem já se sentiu caia na real: o azar, assim como a sorte, simplesmente não existe. O que realmente há são oportunidades e chances. E o que há ainda mais são pessoas que deixam essas oportunidades passarem por um motivo qualquer e depois começam a reclamar da própria "falta de sorte".
E aquela vez que eu precisava de tirar acima de 2 pra vencer no War e acabei tirando 1? Puro azar!
Eu chamo isso de acaso. A mudança de nome parece ser tola e não acarretar em nenhum efeito prático. Só que quando você presta atenção nas aulas, estuda pra caralho e, mesmo assim, afunda na prova, você também chama isso de azar. E é exatamente aí que os problemas começam.
Pra início de conversa, você classificou duas coisas diferentes como se fossem a mesma. Num primeiro momento o que estava em questão era um evento que não dependia de nenhum fator externo. Não há como você controlar o dado. O resultado era completamente independente de qualquer "força exterior". Nesse tipo de situação, pode-se até admitir que o único fator que
interfere é a "sorte". Ou o "acaso" como prefiro nomeá-lo.
Mas a segunda situação nada tem a ver com primeira. Há diversos fatores que podem ter afetado o seu aprendizado. A qualidade das aulas, o seu interesse na matéria e o quanto você se dedicou para aquele exame são alguns. O mais importante é que grande parte deles depende unicamente de você. Nesse evento o fracasso não pode ser explicado por mera falta de sorte ou por algum acaso. Houve uma causa, ainda que não identificada, que o levou a um resultado inesperado. Quando constatamos que essa causa é a sorte [ou a falta dela] deixamos de detectar a origem do problema.
É extremamente confortável e fácil pensar que aquele resultado ruim aconteceu por algo que estava além do nosso alcance. Mas os malefícios trazidos pela idéia da sorte, superam o conforto trazido por ela. Criar conceitos que nos deem essa tranquilidade é perigoso, pois nos impedem de encontrar nossas falhas e, consequentemente, de crescer.
Azarado é aquele que acredita na sorte. Sortudo é você que leu o post, não acredita mais nela e já tá indo comentar!
PS1: Acho que comecei o ano bem. Gostei do post, sério mesmo.
PS2: A citação do War tem um motivo. Espero que quando a pessoa ler este texto, ela saiba do que estou falando.
PS3: Amanhã o NSN completa um ano de vida! Mudanças virão. E um post idiota. Quem acessar este mesmo blog, neste mesmo endereço, a qualquer hora do dia, verá.
PS4: Isso é tudo pessoal!
For broken minds.