quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma nova promessa

Leia este post ouvindo: Dançando no Campo Minado - Engenheiros do Hawaii

Já tem um tempo que eu tô pensando em postar sobre "bobagens físicas" que eu andei lendo por aí. Uma hora dessas acho que Newton está se revirando no túmulo. São sites, revistas e livros contrariando as leis da física, confundindo a cabeça de milhares de estudantes e contribuindo ainda mais pela má fama dessa ciência.

A web é uma ferramenta que pode mais confundir do que explicar. Muito cuidado ao pesquisar na grande rede. Qualquer louco pode explicar fenômenos físicos da maneira que bem entender e publicar na net. Sempre que for fazer uma pesquisa procure um site confiável. Veja se algum colega já o conhece. Procure saber sobre quem escreveu o artigo. Será que ele possui uma formação adequada para escrever aquele assunto?

Fique atento também com as revistas. Quem normalmente escreve as matérias são jornalistas e não físicos. Portanto, é perfeitamente possível que um conceito ou outro não venha explicado com a rigidez necessária. É importante não aceitar passivamente o que está escrito. Faça perguntas, procure inconsistências nas teorias apresentadas. Não vá assimilando tudo que lê como se fosse uma verdade incontestável.

Nem mesmo os livros escapam ilesos. Outro dia estava lendo o romance "O Mundo de Sofia". Há um trecho em que o autor explica porque uma bolinha para quando você a joga sobre uma superfície horizontal. Segundo ele, isso ocorre devido a força gravitacional que atua sobre a bola. Isso é um erro grave. A força responsável pela desaceleração da bolinha é o atrito existente entre esta e a superfície. O autor foi, no mínimo, descuidado ao inserir este tipo de explicação em seu livro.

Por essas e outras, eu quero começar a escrever sobre física aqui no NSN. Eu não tô falando de posts superextensos, com termos complicados que não fazem a mínima diferença pra quem tá lendo. Eu quero que vocês, leitores, mandem dúvidas e sugestões sobre assuntos que eu possa escrever. Procurarei explicar tudo de uma maneira simples, mas de acordo com os principios físicos.

Mas como saber se o que você vai postar aqui será confiável?

Pergunta inteligente. Para evitar que eu poste algo errado, antes de publicar o texto eu vou submetê-lo a algum professor para que ele avalie a qualidade do escrito. O material será revisto antes de vir parar nas páginas do blog. Mas caso você discorde de algo que foi dito é só comentar ou mandar um email que eu responderei com o maior prazer.

Eu sei que essa é mais uma promessa e que eu tô pior do que político. Mas estou particularmente interessado nesta e realmente gostaria de pô-la em prática. Porém, para tal, a sua participação é vital. Se você tem alguma dúvida sobre algum fenômeno físico comente aí ou envie para o email leoassismorais@hotmail.com. Em breve eu espero trazer a resposta de uma maneira simples, descontraída e, o mais importante, de acordo com todas as leis da física.

Dessa vez não precisa comentar, só perguntar!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Aventuras e desventuras na vida de um estudante


Leia esse post ouvindo: As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor - Raul Seixas

Cara, morar "sozinho" é uma experiência muito louca. Na verdade, nem é tão louca assim, mas não há como negar que acontecem coisas um tanto quanto engraçadas. No momento exato em que elas ocorrem, não parecem tão legais, mas depois é interessante observar como você foi burro o suficiente pra fazer aquilo. Por exemplo...

Lembra daquele episódio do Chaves no qual o suco que parecia de tamarindo, tinha gosto de limão era, na verdade, de uva? Pois é, pois é, pois é. Outro dia aconteceu algo parecido comigo.

Tinha um molho congelado na geladeira e uns pães. Eu, no maior estilo mestre cuca, resolvi fazer um cachorro quente. Só tive um problema: não sabia ligar o fogão. Mas tudo bem. Eu sou um brasileiro e não desisto nunca! Logo pensei numa ideia para esquentar o molho sem usar o fogão: era só colocá-lo no meio pão e assar aquilo na misteira. Genial, não?

O resultado foi simplesmente a mais nova delícia gastronômica inventada por mim: o cold dog. E vale ressaltar que é um prato superinteressante: tem a aparência de um misto quente, é gelado como um sorvete e tem gosto de cachorro quente. É uma comida do tipo "lanchejantarsobremesa". Tudo junto assim mesmo. Muito mais prático. E podem ficar tranquilos: comer dois desses por dia não traz nenhum efeito colateral. [Pelo menos não no meu caso.]

Eu sei que é difícil imaginar, mas eu consegui fazer coisa pior. Outro dia, no restaurante, estava me servindo na mais perfeita paz. Então eu vi que tinha colocado muito caldo de feijão e pouco feijão. Como não tinha como voltar, resolvi colocar um pouco de farinha. Vi um recipiente com o rótulo "Farinha". Mais do que rápido eu o peguei e enchi meu prato com a farinha. Mas...

Quando eu comecei a comer senti um gosto estranho. A comida tava bem mais salgada do que o normal. Só então eu fui reparar que aquilo não tinha nada de farinha: o que eu tinha colocado no prato era sal. O problema é que eu coloquei tanta "farinha" que não dava nem pra comer. Minha sorte é que tinha um copinho de gelatina, o que evitou que eu saísse correndo como um louco pelo restaurante até o bebedouro mais próximo.

Cachorro quente frio, a farinha mais salgada que eu já vi... Lembrar disso me faz rir. Se os "causos" foram engraçados eu não sei, mas [infelizmente] posso garantir uma coisa: veridícos eles são.

NÃO REPITA NADA DISSO EM CASA. E comente as besteiras. Quer dizer, o post.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Sobre tudo que eu não entendo

Leia este post ouvindo: Loteria da Babilônia - Raul Seixas

[Olhando o título, parece até que eu vou falar sobre as primeiras aulas de cálculo que tive...]

Desde pequeno eu sempre fui um ser "perguntante". Creio que se meus pais tivessem ganho 50 centavos por cada "porquê" que eu dizia, atualmente eles estariam mais ricos do que o Ronaldinho. Mais do que uma simples mania de criança, a arte de perguntar se tornou um hábito. Eu cresci, e além do porquê, aprendi que também deveria saber o que, quando, onde e como todas as coisas aconteciam. A curiosidade não era simplesmente uma mania de infância, era uma característica inerente ao ser Leo.


Se você observar bem, o primeiro post do NSN é intitulado "Perguntas sem Respostas". A cada dia que passa as questões aumentam em número e em complexidade, mas as respostas parecem ficar cada vez mais escassas. Na faculdade, eu achei que parte dessas perguntas seriam respondidas, mas agora percebo que o caminho é inverso: a cada aula são mostradas ideias diferentes, que fazem com que as questões se multipliquem ainda mais.

Para uma pessoa normal, talvez isso não faça muita diferença. Mas eu sou um cara acostumado a buscar explicações. E quanto mais explicações você encontra, mais percebe que o mar a ser desbravado é ainda maior. Essa sensação é desesperadora: ter consciência de que, a cada dia, você aprende mais um pouco, mas no fim vai continuar como no começo: sem saber de nada.

Desespero. Sinceramente, é isso que eu sinto. Essa impossibilidade de entender o mundo realmente não me deixa bem. Talvez eu simplesmente seja um louco. Talvez um dia eu acabe me acostumando com a ideia. Ou talvez eu devesse ter prestado mais atenção em meu pai quando ele dizia e repetia: "Só sei que nada sei."

Não deem tanta importância a aquilo que desconhecem, ouçam seus pais e comentem! =D

domingo, 15 de março de 2009

Recomendações


Leia esse post ouvindo: Reggae do Maneiro - Raimundos

As férias acabaram, as aulas começaram e nada de eu voltar para o Nada Sem Nada. Ultimamente não tava conseguindo escrever nada. [Recorde! Onde já se viu tantos "nadas"nas duas primeiras frases de um texto?] Eu tinha ideias mas não conseguia desenvolvê-las. Hoje, mais uma vez, depois de um longo período de "apagão criativo" eu estou aqui de novo.

Cara, hoje eu tô meio louco. Duas semanas de aula já foram. Por um lado eu tô completamente desesperado. O volume de conteúdo que eu vejo aqui na faculdade é n vezes maior do que o do Ensino Médio. O troço cresceu exponencialmente. Eu tava acostumado a passar o dia todo na escola, agora minha carga horária caiu pela metade. Na quinta nem aula eu tenho! Perfeito, não?

Não. Agora eu tenho que estudar muito em casa, e em casa eu só não estou fazendo duas coisas: estudar e escrever pro blog. [O último item vocês já perceberam há alguns anos, eu sei...] O bom é que o problema, depois de detectado, é facilmente resolvível: é só você estudar, seu mula. [O mula sou eu, não precisa se sentir ofendido, querido leitor.]

Os problemas são só um: a inércia. [A concordância de maneira alguma pode ser considerada um problema. Ela é, no máximo, um desvio da norma padrão.] Se você assiste Naruto, eu me assemelho ao Shikamaru. A diferença é que eu sou mais preguiçoso. [Ah, e é claro, eu não tenho nem a metade da capacidade dele para bolar estratégias.] Se você não assiste Naruto, sinceramente, você deveria assistir.

Bom, pulando de assuntos universitários, para Naruto e daí para as promessas que eu fiz e não cumpri, eu gostaria de dizer que eu sou um mula. [Ah, a concordância que se exploda!] Eu prometi mais do que eu devia e sinceramente não tenho a mínima de quando vou cumpri-las. A série "Ao avesso" eu quero começar breve tô só aguardando a inspiração. [Ou seja, tô aguardando o dia que eu vou tomar vergonha na cara e começar realmente a trabalhar nesses posts...]

E pra finalizar esse post desconexo e idiota uma recomendação: assistam a quinta temporada de Lost. [Obviamente, só faça isto se tiver visto anteriores. Obviamente, você só não viu as anteriores se for louco. Obviamente, essas observações são óbvias.]

Estude. Assista Naruto. Não prometa aquilo que não sabe se vai cumprir. Veja Lost. E, por último mas de maneira alguma menos importante, comente os posts retardados nos blogs que você lê por aí.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Por um mundo mais racional - Uma explicação



Leia este post ouvindo: Astronauta - Gabriel, O Pensador

Uns querem um mundo mais justo. Outros querem "simplesmente" um mundo melhor. Aí, você entra no NSN e a primeira coisa que vê é o lema "Por um mundo mais racional." Mas, qual é a vantagem de um mundo mais racional? Por que não um mundo mais justo, um mundo melhor?

Vamos primeiro atacar essa ideia vaga e normalmente desprovida de sentido dum "mundo melhor". É muito fácil desejar, o difícil é tomar ações efetivas que realmente façam dele um lugar melhor. Além disso, essa expressão deixa uma dúvida: o que faremos para trazer melhorias para a nossa Terra? Genocídios já aconteceram sob a premissa de que uma limpeza étnica poderia trazer benefícios para o planeta.

Um mundo mais justo é outro desejo fortemente defendido. E eu admito que compartilho desse desejo. Mas novamente chegamos num impasse: como tornar o nosso mundo mais justo? Vamos matar todos os advogados para que eles parem de defender criminosos ou matar todos os promotores para que eles parem de acusar inocentes? O problema do "mundo justo" é em parte semelhante ao do "mundo melhor": as pessoas definem o que querem, mas não sabem como chegar à esse objetivo.

Então chegamos a minha proposta: mais racional. O que nós, eu e você, ganhamos com isso? Primeiramente, pessoas mais pacientes e compreensivas. Chega de ficar puto no trabalho e descontar no filho. Ou o contrário: ficar puto com o filho e descontar no estagiário da empresa. Será que não temos maturidade o suficiente para entender que arranjar bodes expiatórios, além de não acabar com nosso stress, ainda estressa os outros?

Encarar a vida com uma postura mais racional faz com que aceitemos as opiniões alheias mais facilmente, além de evitar posturas fanáticas. Você percebe que nenhuma banda, nenhum partido político, nenhuma religião, nada é perfeito. Nem mesmo você. E, a partir do momento que detecta as suas falhas e limitações, pode trabalhar para anulá-las ou, ao menos, diminuí-las.

Reflexão. Compreensão. Paciência. Esses são atributos fundamentais na construção de um mundo mais racional. Um lugar onde as pessoas pensam antes de agir e de falar. Onde a lógica impera sobre o instinto. Um planeta no qual os habitantes realmente buscam um mundo melhor - e sabem exatamente como fazê-lo.